Texto por: Lorna Dannan
Ahlsendar - Oitavo Soberano D'ni.
Período 1.352 D.E. - 6.304 a.C. a 1.502 D.E. - 6.154 a.C.
Ano de nascimento 1.323 D.E. - 6.333 a.C.
Ano de ascensão 1.352 D.E. com a idade de 29 anos.
Ano de seu exílio e morte 1.500-1.502 D.E. com a idade de 179 anos.
Conhecido como o Rei da Profecia.

Ahlsendar tinha vinte e nove anos e vivia em uma Era Secreta
com sua mãe, quando seu pai Koreen foi assassinado em Ae'gura.
Insatisfeito ele desejava juntar-se a luta pela liberdade na Cidade D’ni, mas foi aconselhado por seu
tio a ficar na Era Secreta até que a situação se acalmasse. Então com ajuda de conselheiros leais, ele
permaneceu na Era Secreta organizando um plano para tomar novamente a Cidade D’ni e restabelecer
o poder de sua família no Império. Durante este tempo, seu tio, ainda membro da Guilda dos Lingüistas,
ajudou a traduzir muito da língua e dos planos da Era Pento informando devidamente Ahlsendar e
seus conselheiros.
Após a morte de Koreen os
Juízes de Yahvo tomaram o poder da Capital D’ni e começaram a marcha para conquistar novas Eras.
Também providenciaram Mestres Escritores para a confecção de novas Eras, que lhes podiam ser úteis
no futuro. Neste meio tempo, o líder da Era Pento, antes completamente devoto aos Juízes, mostrou
receio em conquistar novas Eras e devidamente foi morto pelo líder dos Juízes de Yahvo. Estas
informações foram muito úteis para Ahlsendar. Contudo o antigo líder Pento não tinha deixado um
sucessor nomeado para o trono, o qual os Juízes de Yahvo lhe tinham prometido. Assim os dois filhos do líder
Pento começaram uma guerra civil em busca do trono da Capital D’ni. Um deles era Mekarr
que ficou independente lutando pelo trono da Era Pento e dos D'ni. E o outro era Timaue
que tinha o apoio dos Juízes de Yahvo.
Com o inimigo dividido uma nova esperança surgiu. Logo povos de outras
Eras simpáticas a Ahlsendar começaram um cerco e esperavam o seu líder profético chegar para uma
grande reconquista. Os membros da antiga fé de Yahvo sabiam que Ahlsendar podia ser o rei da profecia,
mas tentavam não pensar nisso, já que estavam com as mãos atadas com a pequena guerra civil dos membros da
Era Pento, ou seja, os irmãos Mekarr e Timaue.
A profecia dizia: apenas ao passar pela pedra, ela poderá confortar seu medo e seu choro.
Apenas o Arco poderá das as boas novas de um novo Rei, o maior de todos, o Rei que nos guiará. Ahlsendar sabia
que tinha nascido ao passar pelo Arco, que o choro e o sofrimento de sua mãe haviam sido aplacados.
O novo povo, o povo da luz, trará devastação e destruição na escuridão. O que os Juízes de Yahvo
em nome da fé tinham feito. Ele permanecerá escondido enquanto outros sentam em seu trono. Enquanto o
povo esperava a volta de Ahlsendar muitos aumentavam sua fé na luta ao lado do escolhido.
Quinze semanas após a morte de seu pai, Ahlsendar entrou na
Cidade D’ni pela primeira vez em sua vida, já que ele nasceu abaixo do Grande Arco do Rei. Ele
comandava um pequeno exército que marchou passando entre o Arco. Rapidamente Ahlsendar estabeleceu
zonas seguras para a população. Em seguida ele começou negociações com um dos irmãos da Era Pento, no
caso Mekarr. Mekarr expressou seus temores a respeito de seu irmão Timaue. Ahlsendar
deixou claro que ajudaria Mekarr a derrotar seu irmão se ele concordasse em partir em paz para sua
Era nativa. Mekarr concordou, mas somente se Ahlsendar provesse a Era Pento de
suprimentos e recursos, estabelecendo uma Era segura para onde ele e seus aliados podessem voltar.
O acordo foi assinado em 1.376 D.E.
Com o apoio de Mekarr, Ahlsendar conseguiu debelar as
forças de Timaue. Mekarr capturou dois membros dos Juízes de Yahvo e Ahlsendar encontrou
mais três importantes membros na Cidade D’ni. Todos os cincos foram enviados para Eras Prisões e
depois seus Livros de Ligação foram queimados os aprisionando para sempre. A população clamava pela
execução pública, mas Ahlsendar recusou-se a fazer isso.
A cerimônia de coroação ocorreu algumas semanas depois. Na ocasião
ele disse: não é apenas um D’ni que esta presente a esta evento, nosso clamor é mais alto do que o trovão,
e nosso orgulho é mais sólido do que este Arco o qual eu atravessei.
Durante o seu regime, Ahlsendar escreveu um bom números de
livros proféticos e encorajou, a população a esquecer sua antiga cidade, que estava em ruínas, e se preparar
para um novo começo. O foco foi voltado para o estabelecimento de uma Nova Ordem Yahvo.
Ahlsendar fez boas escolhas entre os remanescentes da antiga ordem, estabelecendo os antigos
costumes do tempo de Ri’neref. Durante toda a sua vida criaram-se rumores
sobre as habilidades extraordinárias de Ahlsendar em elaborar Eras e Livros de Ligação.
Algumas testemunhas alegam que Ahlsendar era capaz de locomover-se através das Eras sem utilizar
um Livro de Ligação. Outros dizem que ele era capaz de construir Eras do nada, apenas com técnicas próprias.
Não se sabe muito da vida pessoal do soberano, mas rumores alegam
que ele teve uma relação amorosa intensa com a profetiza chamada Nemiya, e ela nutria grande respeito
por Ahlsendar, mesmo quando este discordava da opinião da profetiza. A história já diz que Ahlsendar
não acreditava muito nas profecias de qualquer um, e consultava exclusivamente Nemiya, outros alegam
que ela era apenas uma figura decorativa em sua cama. A verdade é que ambos tinham uma relação muito próxima.
Em sua biografia oficial, Ahlsendar já era casado e possuía
dois filhos, mas passava pouco tempo com eles. Ele passou vários anos trabalhando na Guilda dos Escritores
e auxiliando a Guilda dos Curandeiros. Ahlsendar trabalhava em uma espécie de arma biológica de
grandes proporções, visando debelar qualquer inimigo no futuro. Contudo a Guilda também estava preocupada
com uma nova doença que estava se espalhando pela população. No palácio parte de seus conselheiros estavam preocupados
com a Era Pento. Insistiam que os D’ni deviam parar de mandar recursos para os habitantes da Era Pento,
temiam que Mekarr tentasse tomar novamente a Cidade D’ni. Ahlsendar não queria parar de mandar
recursos para a Era Pento, pois sua idéia principal era tornar Mekarr seu aliado. O temor dos conselheiros
era justificado, pois o Livro de Ligação que ficava em Pento é fazia ligação para a Cidade D’ni continuava ativo.
Após anos de ajuda aos Pento, parte de seus conselheiros o
avisaram de uma possível insurreição de Mekarr, contudo Ahlsendar não verificou em loco a situação.
O Livro de Ligação para Pento foi selado e o envio de recursos cessou. Enquanto isso a
Guilda dos Curandeiros finalizava a arma biológica visando o extermínio dos Pento.
Contudo parte deste vírus já havia escapado e era por isso que doenças misteriosas estavam se espalhando pela população.
Dito e feito, em 1.446 D.E. Mekarr voltou através de
outro Livro de Ligação, dado a ele pelos antigos Juízes de Yahvo, indo direto para o Palácio Imperial,
lá ele matou a esposa e os dois filhos de Ahlsendar. O próprio Ahlsendar matou Mekarr com o fio de sua espada.
Os historiadores narram uma fantástica luta entre os dois. Dias depois Ahlsendar ordenou o extermínio dos habitantes da
Era Pento com a arma biológica. A outra parte de seus conselheiros pediram para ele esperar, afinal ele
já havia matado Mekarr. Eles enviaram a praga para Pento e três dias depois a população estava
morta. Contudo houve uma mutação e outras Eras foram infectadas. Logo a Guilda dos Químicos foi
chamada, pois o maior medo de Ahlsendar era que a praga mutante fosse propagada na Capital D’ni.
Já era tarde para se preocupar com isso... Quando a praga biológica veio a público, a máquina de propaganda
Imperial tratou de culpar os habitantes da Era Pento. Ahlsendar nunca foi implicado. Todos os
Livros de Ligação para Pento foram destruídos. E esta Era foi esquecida por alguns anos.
Em 1.500 D.E. o próprio Ahlsendar reuniu a população
e em um grande discurso público contou toda a verdade. Em um momento de fúria para se vingar de Mekarr
ele mesmo ordenou a conclusão da criação da praga e o envio da arma biológica para a Era Pento. Após o
discurso ele pediu para ser preso no Templo do Rei, que ficava abaixo do grande Arco construído por
Ja'Kreen. Todos os livros infectados foram encerrados com o Grande Rei.
Um ano depois ele foi selado junto com numerosos livros e foi
esquecido para sempre. Antes de perecer ele foi visto por Solath, que tinha
sido escolhido para substituir Ahlsendar temporariamente. O povo ainda esperava pela volta triunfal de
Ahlsendar, trazendo uma nova cura para a população, mas isto não ocorreu. Seis meses antes de Ahlsendar
morrer, Solath trouxe a público a proclamação do Rei.
Ahlsendar não voltará e por nenhuma razão ele deve ser retirado do Grande Templo do Rei...
Enquanto lia o discurso o próprio Solath ficou chocado diante do pronunciamento,
onde o próprio Ahlsendar proclamava Solath para permanecer como Rei.
Alguns acreditavam que a nota tinha sido fabricada, mas nunca houve prova concreta neste sentido e todos
acabaram por concordar com a coroação definitiva de Solath. Logo os jornais
da Capital e a propaganda política transcreveram o pedido de Ahlsendar, contudo a população pedia pela
abertura do selo do Grande Templo, mas todos os pedidos foram negados, já que os livros infectados pela
praga continuavam escondidos em seu interior. Finalmente em 1.502 D.E. a câmara mudou de nome para
Tumba do Grande Rei. Ahlsendar jamais voltou e Solath tornou-se o
novo Rei. Muitos D’ni acreditavam que Ahlsendar um dia ainda iria voltar.

Rei Ahlsendar - Imagem encontrada no Museu de Ae'gura
Concepção de Arte por Stephan Martiniere. Equipe Cyan.
Conheça o Nono Rei.
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Para entender alguns dos termos usados no texto leia a introdução sobre a História D'ni. As siglas: DRC
D'ni Restauration Council, BE Before Earth, D.E. D'ni ERA, foram retiradas dos textos dos Diários do DRC. O texto
tem como base, informações encontradas no Livro do DRC na Câmara Real em Ae'Gura.