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Diário Grande Caverna - Narrativa diária de uma exploradora...

Texto por: Lorna Dannan.

18.06.2010. A vulcânica Eder Gira e a bela Eder Kemo.

Depois de minha exploração em Kadish Tolesa e de um belo descanso, decidi continuar minha jornada. Estava ansiosa para ver se alguma coisa havia mudado na vulcânica Eder Gira e na bela bucólica Eder Kemo. A palavra Eder em idioma D'ni significa jardim, então tanto Eder Gira como Eder Kemo são jardins, e tudo leva a crer que foram criados para o Rei Shomat.

Segui para fora da cabana do Relto e rumei para o pilar a esquerda próximo a porta, vi os desenhos de peixes entalhados e cliquei na mão no centro do pilar. Mais uma vez a mão brilhou no tom verde e pude ver o Livro de Ligação que me levaria para Eder Gira.

Em poucos segundos estava em Eder Gira noturna, banhada pela luz de duas luas. Há poucos metros de minha posição pude ver um pedestal do Nexus. Tanto a direita como a esquerda pude ver duas saídas de vapor, certifiquei-me que ambas estivessem abertas, se uma delas estivesse fechada bastaria pisar no pedal de madeira para abrí-la. Olhei mais uma vez em volta para ter certeza de ver as saídas de vapor destampadas. Eder Gira é uma Era movida a energia geotérmica, então o vapor exerce pressão sob o solo e precisarei desta energia para concluir minha exploração. Há seis saídas de vapor, mas se todas forem fechadas, haverá uma grande pressão e todas serão abertas, por isso é importantíssimo sempre deixar uma delas aberta.

Subi pela pequena rampa de terra e rumei para a beirada do abismo. Deste lugar é possível ver o outro lado de Eder Gira com suas cachoeiras. Chegar nas cachoeiras é imprescindível para concluir a exploração. Lá em baixo pude ver o rio de lava. Andei lentamente para a direita e olhei para baixo, pude ver a pequena platibanda de pedra. Apenas deixei meu corpo cair até alcançar esta aba de pedra.

Parei na aba de pedra e olhei para trás, ví o Primeiro Tecido de Jornada imediatamente cliquei sobre ele e marquei minha posição. Girei 180º e vi a pequena ilha no meio do rio de lava. No centro dela estava uma saída de vapor destampada, eu precisa tampá-la para aumentar a pressão. Para chegar a pequena ilha necessitei de paciência, o segredo é não correr, e sim, apenas andar e pular na direção da pequena ilha, se eu corresse passaria da ilha e erraria o alvo.

Cheguei a pequena ilha e apertei o pedal de madeira ligado ao mecanismo da tampa. Fechei a saída de vapor. A cada tampa fechada o vapor fica mais concentrado e a pressão aumenta. Para sair deste lugar eu poderia simplesmente voltar para o Relto. Mas há outra forma de sair daqui. Me posicionei em cima da tampa de madeira e olhei em direção ao vão do arco da ponte de pedra. Corri e pulei em direção a área de terra abaixo da ponte. Observação: para correr basta apertar a tecla Caps Lock. Se você cair irá automaticamente para o Relto, então basta voltar a área inicial.

Cheguei do outro lado e fui em direção a mais duas saídas de vapor, uma delas está próximo a um muro de pedras, atrás deste muro está a área das cachoeiras.

Pisei nos pedais de madeira para fechar as saídas. Depois retornei por cima da ponte de pedra e segui pela trilha até encontrar uma pequena área com vegetação.

Cheguei na área com vegetação rasteira e pisei no pedal de madeira para fechar mais uma saída de vapor. Então rumei pela trilha e desci para a área de chegada. Aproximei-me do pedestal do Nexus e fechei a saída de vapor. Agora apenas uma saída estava aberta, a que estava próxima a um grande pilar de pedra a direita da rampa de terra. Olhei para cima e ví o Segundo Tecido de Jornada. Fiquei em cima da saída de vapor e a pressão levantou meu corpo, então cheguei a uma pequena platibanda e cliquei o Segundo Tecido marcando minha posição.

Agora eu precisava ir para o outro lado de Eder Gira. Então segui pela rampa de terra e cheguei a parte de cima da trilha. Olhei em direção a ponte de pedra e segui para a esquerda. Por trás de um grande pilar de pedra, perto de três plantas rasteiras, há uma espécie de rampa. É possível pular desta rampa para a trilha do outro lado e seguir em direção ao muro de pedras, que separa a primeira parte de Eder Gira, da área das cachoeiras.

Segui pela trilha até a intersecção com a ponte. Quando cheguei no início da ponte, fui para a direita e desci lentamente pela lateral do rochedo. Assim cheguei mais rápido até a saída de vapor perto do muro de pedras. Abri a saída de vapor próxima ao muro.

Em seguida rumei para a ponte, atravessei até a trilha de terra e voltei à área de chegada. Fui até a saída de vapor embaixo do Segundo Tecido de Jornada e a fechei. Subi a rampa, fui em direção ao pilar de pedra e pulei novamente em direção a trilha, desci pela interseção entre a ponte de pedra e o paredão, fiquei bem em cima da saída de vapor e desta forma consegui atravessar o muro de pedra.

Atravessei o muro de pedras e segui a trilha, encontrei uma espécie de corredor ladeado de colunas de concreto, mais a frente vi ossos de algum animal enorme e finalmente estava na área das cachoeiras. São dois patamares de cachoeiras com cavernas escondidas. Olhei o cenário e tudo parecia igual, a minha frente as cachoeiras, um grande osso e próximo a caverna uma Pedra Bahro que me levaria a Tokotah. A minha direita um grande osso em forma de arco, mais além ví mais uma luz do calendário e o tablado circular onde estava o Livro de Ligação para Eder Kemo. Com exceção da luz do calendário, tudo parecia igual a minha primeira jornada feita há anos atrás.

Fui em direção a faísca-luz do calendário do Relto e passei por ela, neste momento o Livro do Relto piscou, mais um mês do calendário estava preenchido. Por trás das pedras pude ver a antiga cidadela de Eder Gira, um lugar nunca visitado.

Depois fui em direção a cachoeira e entrei na caverna do primeiro nível. Tudo estava igual, rumei para um pequeno pedestal de madeira, um dispositivo que serviria como luminária no final da caverna, apertei o botão na parte superior uma vez, a luz do dispositivo foi acessa e tive um pouco de iluminação.

Esta fase da exploração iria exigir uma dose dupla de paciência. Para prosseguir dentro das cavernas, é necessário a ajuda de vaga-lumes. Estes vaga-lumes estão nos jardins de Eder Kemo, então é necessário trazê-los para cá. Porém, não posso me molhar, não posso pular bruscamente, não posso correr. Se eu fizer qualquer movimento em falso, acabarei espantando os vaga-lumes e não conseguirei concluir a exploração. Mas como poderei chegar aqui sem me molhar? Há uma solução, porém muito trabalhosa.

Perto da coluna de pedra, que parece dividir a entrada da caverna do primeiro nível, há uma espécie de mesa de madeira ou cesto, dependendo do ponto de vista. Como não posso pegar o artefato, terei que empurrá-lo com meu corpo. Empurrei o artefato de madeira em direção ao lago.

Posicionei o artefato de madeira em frente ao osso vertical, na parte mais estreita do lago, assim fiz uma ponte improvisada.

Em seguida rumei em direção ao Livro de Ligação para Eder Kemo. Aproximei-me da plataforma e toquei no Livro. Em poucos segundos estava em outra Era.

Pousei em uma espécie de pérgula com chão circular e ví a minha frente, uma trilha de pedra. Olhei para baixo e ví o belo lago que passava abaixo da trilha, que funcionava como uma ponte. Segui em frente e dei uma bela olhada no lugar, tudo parecia como antes, muito calmo. Eder Kemo é um belo jardim, com vegetação exótica, pérgulas e decoração aprazível. Outra característica desta Era é o alto índice pluviométrico, ou seja, chove a todo momento, por isso é importante abrigar-se muito bem para não ficar molhada, pois se eu estiver úmida os vaga-lumes não irão comigo até Eder Gira.

O Primeiro Jardim é lindo, há uma fonte a direita, belas folhagens perto da escadaria, há uma área de árvores com as copas em forma de chapéu e uma pérgula decorada. Há também um bambuzal e muitos pictogramas. Falarei destes pictogramas com mais detalhes no futuro, eles merecem um capítulo a parte. Bem no centro deste jardim há uma grande coluna de pedra, neste lugar encontrei o Terceiro Tecido de Jornada.

Depois olhei para trás e vi uma pérgula, um bom lugar para me proteger da chuva. Por trás desta pérgula há um bambuzal, e depois do bambuzal encontrei o Quarto Tecido de Jornada.

Depois voltei para frente da pérgula e segui pelo calçamento de pedra, passei em frente a grande coluna de pedra e segui até outra parede rochosa, a minha direita vi a porta para a caverna de transferência até a Caverna Bahro, e outros pictogramas, ignorei a porta por enquanto e rumei para a esquerda onde encontrei um túnel.

Após uma breve chuva e muitos trovões, saí do túnel e encontrei o Segundo Jardim, a vegetação aqui muda um pouco, ainda há folhagens rasteiras coloridas por toda a parte, mas as árvores possuem a copa semelhante a um cérebro, não é à toa que estas árvores são chamadas de Brain Tree, Árvores Cérebro. Há também uma estreita pérgula central com uma espécie de pedra fundamental com o símbolo da jornada, e um chorão belíssimo que parece flutuar no ar a direita. Bem a frente há um pequeno anfiteatro com muitos pictogramas. Seguindo a trilha, é possível ver a direita além do chorão flutuante, uma pequena praça com uma escultura giratória. Falarei desta escultura juntamente com os pictogramas em uma capítulo a parte. No momento tenho que me concentrar em capturar os vaga-lumes e os Tecidos de Jornada.

Rumei para o anfiteatro, aqui estavam os pictogramas mais interessantes de Eder Kemo, os que retratam Ahnonay, uma das Eras de Kadish, mas falarei disso no futuro.

Olhando para a luminária acima da área circular vi o Quinto Tecido de Jornada. Fui para a área externa do calçamento e subi pela borda de pedra, até alcançar o Tecido e demarcar minha posição.

Sai do anfiteatro e dobrei a direita, continuei na trilha calçada até encontrar uma pérgula próximo a uma parede de rocha muito alta. Desci a pequena escadaria e por trás do paredão, próximo a uma grande rocha com cume arredondado encontrei o Sexto Tecido de Jornada.

Agora faltava apenas um Tecido, e como tudo por aqui parecia como antes, o óbvio era, como na minha primeira jornada, procurar o Tecido que faltava em Eder Gira. Novamente volto ao caso dos vaga-lumes, mas antes, fiquei curiosa para ver se o diário sobre a história de Shomat continuava no mesmo lugar. Segui em direção ao Segundo Túnel, mas ao invés de entrar nele, segui pela direita e contornei a parte de cima do túnel, chegando no cume, vi novamente o rascunho sobre a história de Shomat e muitos pictogramas. Sentei e reli a sua história.

Depois olhei em direção ao Segundo Jardim e vi que a Página do Relto continuava no mesmo lugar. Então desci pela esquerda pela lateral do túnel, bem rente ao paredão e parei em frente a uma pedra pontuda com uma fenda lateral. Pulei várias vezes na direção dela até conseguir ficar em seu topo. Depois aguardei uma das plantas bulbo se mexer para baixo e pulei em direção a Página do Relto, que estava em cima de uma plataforma gramada em frente a pérgula. Toquei na página e no mesmo instante meu Livro do Relto pisco, eu tinha adicionado uma bela decoração nas paredes da cabana e também um belo tapete no chão.

Mais uma vez começou a chover e corri em direção ao Segundo Túnel. No final dele há um belo lago cheio de peixes e vegetação aquática. O meu lugar predileto para visitação.

Com o final da tempestade segui de volta para o Segundo Jardim e fui em direção as árvores cérebro, fiquei parada perto de uma nuvem de vaga-lumes, permaneci parada por alguns segundos até que um punhado deles ficou voando ao meu redor, em seguida fiquei perto de outro enxame e novamente mais um punhado ficou voando em torno do meu corpo. Deste modo estava munida de dois enxames de vaga-lumes.

Andei, sem correr ou pular, bem naturalmente em direção ao Segundo Túnel, passei pelo lago e rumei para a pequena caverna no final da trilha de pedras arredondadas. Chegando lá, me deparei com o Livro de Ligação para Eder Gira. Toquei na foto do Livro e em poucos segundos tinha voltado a área das cachoeiras. Quando cheguei fiquei parada, pois bem a minha frente tinha uma saída de vapor, e se eu passasse por cima dela espantaria os vaga-lumes, e eu não queria que isso acontecesse. Andei de lado para a esquerda e segui reto em direção a minha ponte improvisada.

Atravessei a ponte com cuidado, sempre andando naturalmente e sempre para frente, parei perto do osso. Contornei o osso pelo lado esquerdo e segui para o paredão de rocha alaranjada, bem longe do lago. Passei por trás da pedra pontuda, que abriga a Pedra Bahro e segui até o final da trilha, ficando de frente para a caverna e tendo apenas um pouco de água me separando do alvo. Neste instante pulei uma vez. Um dos enxames fugiu de perto de mim, mas o outro continuou firme ao meu redor. Segui até a luz que eu já tinha ascendido e parei um pouco. Os vaga-lumes gostam do calor.

Além da luminária há uma caverna escura, subi nesta direção, os vaga-lumes iluminavam o caminho, cheguei a uma câmara e com a ajuda dos insetos e encontrei outro pilar de madeira que servia de luminária. Apertei a parte de cima em forma de círculo e a luminária ascendeu. Então ví uma porta de madeira com uma manopla. Movi a manopla e a porta abriu. Tive acesso a outra câmara, esta aberta para o patamar superior, onde havia outro lago com cachoeiras. No chão um marco dos Mantenedores.

Sai em direção ao lago e dobrei a esquerda, até chegar na segunda caverna. Dentro dela estava bem escuro, mas encontrei duas mesas ou cestas de madeira. Eu precisaria delas para fazer uma nova ponte.

Então as empurrei para o lago superior e depois pulando sobre elas, as empurrei para o lago inferior. Depois pulei para o lago inferior e comecei a empurrar as mesas, de tal forma, que as mesmas formassem uma ponte entre o final da trilha de terra e a entrada da caverna inferior. Isso é necessário, pois em minha segunda jornada com os vaga-lumes precisarei chegar na parte de cima da caverna com dois enxames e não um.

Fazer esta segunda ponte dá um trabalho danado, tenha certeza dela estar segura, eu passei pelo menos duas vezes sobre ela para ter certeza que não ia escorregar para dentro do lago. Depois desta tarefa voltei para a plataforma circular e cheguei em Eder Kemo.

Mais uma vez peguei mais dois enxames de vaga-lumes, desta vez quanto mais vaga-lumes eu conseguir levar comigo melhor para a conclusão da tarefa. Andando com calma fui até o Segundo Túnel, atravessei o lago e fui em direção a pequena caverna, toquei no Livro de Ligação para Eder Gira e em poucos segundos estava em frente a área de cachoeiras. Andei com cuidado contornando a saída de vapor, depois atravessei minha primeira ponte improvisada e cheguei na segunda ponte, na entrada da caverna inferior. Passei com cuidado e cheguei onde eu queria.

Passei pela câmara onde ascendi o segundo dispositivo em forma de luminária, onde eu tinha encontrado a porta de madeira, contudo agora dobrei a esquerda e encontrei outra saída, um minúsculo corredor com um leve aclive, depois de alguns segundos cheguei a área externa, tomando cuidado para não cair na cachoeira.

Carregando dois enxames de vaga-lumes um pouco arredios, pois alguns insetos insistiam em voar longe de mim, cheguei a uma estreita queda de água. Pulei apenas uma vez com muito cuidado e cheguei do outro lado. Em minha primeira jornada sozinha, há anos atrás, eu cai na hora de pular aqui e tive que começar tudo de novo. Bem, cheguei do outro lado com um enxame de vaga-lumes, fiquei parada alguns segundos longe da água para reagrupar os insetos. Depois andei com cuidado até encontrar uma caverna a minha direita.

Entrei e fui em direção a outro dispositivo em forma de luminária, apertei a esfera no topo do mecanismo de madeira e a luz ascendeu. Os vaga-lumes continuaram comigo. Então olhei para trás e ví o Sétimo Tecido de Jornada. Cliquei para demarcar minha posição. Depois peguei um chapéu de caçador, que parece um capacete, e coloquei-o na minha cabeça. Sai da caverna e pulei em direção a trilha de terra na área das cachoeiras, incrivelmente os vaga-lumes continuaram comigo. Eles só fogem quando a gente precisa deles...

Voltei para Eder Kemo e fui em direção ao Tecido de Jornada na coluna de pedra no Primeiro Jardim, o qual eu denominei de Terceiro Tecido de Jornada. Marcar este Tecido, iria facilitar minha jornada quando eu tivesse que voltar aqui.

Depois segui até a porta da Caverna de Transferência. Entrei e ouvi os sons peculiares do lugar. Em poucos segundos eu estava dentro da Caverna Bahro, anotei o símbolo que estava no chão, ouvi a mensagem de Yeesha e toquei no símbolo da mão entalhada na parede. Neste instante o pilar explodiu em um milhão de faíscas e sumiu. Eu aguardei o final da mensagem e pulei no mar de estrelas.

Voltei para o Relto e vi minha cabana toda decorada. Olhei para trás e vi os quatro pilares fumegando. Em cima do poço estavam quatro pedras com símbolos Bahro, então a cada visita na Caverna Bahro uma pedra surgirá no poço.

Depois fui até o calendário e vi a luz correspondente a Eder Gira, o mês de março. Depois das quatro Eras eu tinha as seguintes luzes: janeiro - Gahreesen no prédio de treinamento, fevereiro - Kadish Tolesa na sala de pilares, março - Eder Gira na área das cachoeiras, abril - Gahreesen na cela do prisioneiro, setembro - Teledahn após a área da prisão e outubro - Relto do Phil, que visitei através de Teledahn. Aos poucos o calendário ia ficando completo.

Ainda havia dois lugares que eu devia visitar relacionados as Pedras Bahro em Eder Gira e Eder Kemo...


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