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Diário da Grande Caverna.

Texto por: Lorna Dannan.

01.03.2010. Visão de um novo Relto.

Atenção: ao fazer minha narrativa, levei em conta que o explorador, já deve ter conhecido o URU Ages Beyond MYST e suas expansões. Por isso o linguajar ás vezes pode parecer muito simplista. Contudo se você nunca jogou URU to D'ni, poderá seguir este diário para entender os objetivos do jogo. Ressalto que é sempre melhor viver a experiência primeiro, somente leia este diário depois, e apenas se você não conseguir atingir algum objetivo dentro da Caverna.

Outro conceito com o qual o explorador do jogo on-line deve acostumar-se é com a noção de Era Pública e Era Privada. Através dos Livros de Ligação dispostos nas Eras e dos pedestais de Bevin você poderá acessar as Eras Públicas, com exceção de Ae'Gura. Há dois modos de acessar Ae'Gura: pelo pedestal do Nexus é possível acessar a Ae'Gura Pública. Pelo pedestal Bahro em Bevin, ou pelo Livro de Ae'Gura no Relto é possível acessar Ae'Gura Privada. A medida que a leitura deste diário avança, será fácil de entender esta idéia.

Há tempos eu queria estar aqui, e parece que meu desejo de Natal foi realizado. Então devo crer que Papai Noel existe... Deixando as brincadeiras de lado, minha chegada foi surpreendente, após receber a mensagem de boas vindas, pousei no Relto, sem ao menos passar pelo deserto, isso queria dizer que eu tinha um Relto Pessoal, algo para desfrutar aos poucos. Isso foi maravilhoso, pois a partir dali eu poderia escolher o meu destino. A mensagem dizia, juntos ou sozinho... Eu poderia explorar sozinha, mas talvez precisasse de ajuda em alguns lugares...

A primeira coisa que chamou minha atenção, foi que neste Relto só havia um pilar, um bem grande com o desenho do vulcão, o vulcão no Novo México, contudo nas abas laterais do pilar eu também podia ver as imagens que caracterizavam cada Era, as quais eu já conhecia da minha viagem anterior. No mais a paisagem era bem similar ao Relto que eu havia conhecido no passado. As diferenças eram mínimas, como os rochedos em torno da ilha principal, que não existiam da primeira vez, mas eu ainda não sabia para que serviriam. Voltei-me para a cabana, ela parecia bem depauperada como em todas as vezes que visitei este lugar, abri a porta com um leve toque e pude ver o interior do abrigo. Logo senti a familiaridade do local.

Vi as duas prateleiras, uma a esquerda e outra a direita e o velho guarda-roupa no fundo do aposento. Lá eu poderia trocar de roupa, de penteado, etc... Na prateleira da esquerda eu poderia visitar as Eras. Na prateleira da direita não havia livros, nem diários pessoais, nem mensagem de Yeesha, nem profecia do Observador. Mas do lado esquerdo havia um livro, um livro para Bevin, um distrito para mim, a minha Bevin. Cliquei sobre o Livro de Ligação e ele deslizou para fora, vi a imagem do bairro e toquei nela, poucos segundos depois eu estava lá, dentro da vizinhança, dentro da Caverna.

Olhei ao redor, pousei em frente ao anfiteatro, próximo a fonte e ao telescópio. No futuro falarei mais sobre este lugar. Olhei para trás, em ambos os lados da abertura para o balcão estavam instalados os dispositivos de imagem, o da direita certamente aceitaria algumas fotos e o da esquerda registrava o nome dos visitantes, havia alguns nomes. Descobri posteriormente que a primeira Bevin que recebemos é pública, ou seja, qualquer um pode visitar independente da minha vontade, contudo há uma forma de ter uma Bevin particular. Eu tinha que fazer isso primeiro, antes de me lançar ao desconhecido... Tornar minha vizinhança privada, assim não levaria nenhum susto... Pensando bem ela podia ser pública também, afinal ter visitas não é tão ruim assim...Depois eu decidiria isso.

De uma hora para outra vi outro visitante aparecer no meio da praça da fonte e sair correndo em direção ao corredor que levava a praça do relógio, próximo a Sala de Aula. Corri naquela direção, mas ele já havia desaparecido. Olhei em volta e fui em direção a Sala de Ligação, a porta estava fechada com a característica luz azul no centro, toquei a luz e abri a porta. Vi três vitrais muito bonitos com respectivos Livros de Ligação, um era para o Grande Zero, outro para Gahreesen e o central para Eder Delin, o jardim nevado. Na minha frente havia um terminal de conexão com o Nexus e atrás de mim um Livro de Ligação para Ae'Gura. Estava encantada, finalmente estava vendo tudo aquilo com meus próprios olhos, e não por fotos de terceiros.

Pensei e decidi ir primeiro a Gahreesen pegar o KI - Fiz uma tradução livre do Diário a respeito do KI no setor Crônicas. - este dispositivo certamente iria facilitar minha jornada, onde quer que eu estivesse. Segui em frente, em poucos segundos estava no centro do Prédio de Manutenção, no interior do aposento de chegada. Tudo estava no mesmo lugar, até mesmo o cartaz avisando para pegar e carregar o KI com a seta indicando o local através dos corredores. Segui naquela direção, entrei na sala onde estavam as prateleiras de livros e fui para a sala subjacente, fui até o dispositivo, coloquei meu braço na máquina e rapidamente já estava equipada com meu aparelho. Agora eu tinha um Livro do Relto e um KI. Abri a tela do KI clicando F2 e todos os dados apareceram: onde eu estava, meu KI Number, e outras opções, havia até coisas novas, que eu ainda teria que descobrir para que serviam. Agora só precisava ir para o Nexus registrar o local e ver se o Livro de Ligação para lá iria aparecer no meu Relto.

Próximo ao dispositivo havia um pedestal com uma conexão com o Nexus, cliquei no Livro e segui em frente. A sala do Nexus continuava a mesma, escura e barulhenta. Segui até o dispositivo, inseri minha mão e a tela a esquerda mostrou minhas opções de ligação. Terminal de Barcaças, Kirel, Santuário do Observador, e uma série de vizinhanças públicas. Não fui para nenhuma delas, decidi voltar para meu Relto checar a prateleira de livros. Fui levada até o interior da cabana e pude ver na prateleira da esquerda o Livro Nexus, borda amarela com o símbolo verde, o segundo livro da esquerda para a direita. Agora sim eu poderia ter uma Bevin com meu nome e privada...

Me aproximei da prateleira, em seguida cliquei na aba inferior do Livro Bevin, onde há uma plaqueta com o símbolo zero da numeração D'ni. O livro foi empurrado para o interior da prateleira até desaparecer. Minha antiga Bevin sumiu... Cliquei no Livro Nexus e em poucos segundos estava novamente naquela minúscula sala circular. Segui até o dispositivo e inseri minha mão, a tela a esquerda surgiu. Pude notar um pequeno livro piscante na parte esquerda superior da tela, cliquei sobre ele e voilá, uma mensagem avisando que eu teria uma nova Bevin surgiu, e agora com meu nome de exploradora. Pronto Lorna Dannan's Bevin estava criada, bastava agora apenas estabelecer que esta seria minha vizinhança privada, para isso acionei o opção ao lado do nome da minha vizinhança: Make Private - transforme em privada. Pronto, agora eu tinha uma Bevin particular... Fiz a opção por minha Bevin, apertei o botão com o símbolo do Nexus na parte superior da tela e o Livro de Ligação chegou, cliquei sobre ele e segui em frente. Chegando lá pude ver meu nome como primeiro da lista de visitas, óbvio, só eu estava lá... meio solitário, mas bem sossegado... Virei e vi o cartaz que avisava para visitar a Sala de Aula, e lá estava meu nome de novo, parece bobo, mas achei isso bem divertido...

Observação: a partir de junho de 2011 as vizinhanças ganharam a denominação de Hood, bairro em inglês. Isso facilitou o uso do painel. Então agora aparecerá o seu nome de jogador mais a palavra Hood.

Segui até a Sala de Ligação e notei que os vitrais tinham mudado. Na esquerda surgiu um enorme vitral mostrando o prédio prisão de Gahreesen com o símbolo da Guilda dos Mantenedores, no centro um vitral de Eder Tsogal ou Tsogahl, e do lado direito novamente o símbolo do Grande Zero. Não entendi porque ocorreu a mudança, mas quem sabe eu poderia acessar Eder Delin de outro lugar... Decidi que iria visitar Ae'Gura privada, não queria ter contato com ninguém neste momento, pois queria visitar a capital com calma. Virei para trás e cliquei no Livro de Ligação para Ae'Gura, no pedestal Bahro. Antes de ir ainda pude ver de ao longe uma mesa de Ahyo-Heek, o jogo D'ni. Teria que arrumar colegas para jogar...

Enfim estava na capital, muito emocionante, pousei no interior do Arco da praça central, estava perfeitamente alinhada com o Arco de Kerath a minha frente ao longe. Andei pela região, mas como estava em minha capital privada, não havia ninguém por perto, contudo meu KI registrava sete exploradores na capital pública, depois eu a visitaria. Segui até o beco a direita da barraca do DRC, Tokotah Alley e inseri minha mão no pedestal que levava até o Nexus, fazendo aquilo eu estaria adicionando aquela localização no meu painel do Nexus e talvez um novo Livro de Ligação na minha prateleira. Eu deveria fazer isso em todos os terminais do Nexus, assim uma foto do local iria aparecer no livro para Ae'Gura. Então pensei por que não começar do princípio. Para ter acesso a determinados locais na caverna, precisaria de ligações que estavam em Teledahn, em Eder Gira, em Gahreesen, em Kadish, então teria que começar por lá e não por aqui... Foi isso que fiz, voltei para o Relto.

Quando cheguei notei que o Livro de Ligação para Ae'Gura estava lá na minha prateleira, o terceiro da esquerda para a direita. O mesmo livro rosa com o símbolo de Ae'Gura de sempre... Achei aquilo muito legal. Abri o livro e pude ver a foto do primeiro local onde cheguei, e também do setor Tokotah, onde tinha registrado meu KI, ainda faltavam muitos pontos dentro da cidade, mas chegaria lá. Agora sim, eu exploraria com calma as antigas conhecidas Eras e talvez descobrisse algo novo.

Fui para o pilar solitário e cliquei sobre a mão entalhada, dito e feito, o Livro de Ligação para o deserto ensolarado estava lá. Cliquei sobre ele e voltei para o Novo México em frente a placa de identificação do terreno, fui para a parte de trás da placa e apertei o Tecido de Jornada, o primeiro de sete.

Ver o deserto e o vulcão de novo me encheu de entusiasmo. Decidi contornar o vulcão pelo outro lado e ir direto para os restos do Wahrk, depois visitaria a ravina e por último o trailer do Zandi. Será que ele ainda estaria por lá?

Fiz todo o roteiro para simplificar o encontro dos Tecidos de Jornada. Segui por trás do vulcão até encontrar a carcaça do grande animal de Riven. Lá estava o Segundo Tecido, cliquei sobre ele e mais uma volta da espiral brilhou.

Depois continuei na trilha e parei perto dos restos do telescópio de Gehn, que caiu através da Fenda Estelar até chegar aqui, neste deserto. Lá encontrei algo diferente, uma Página do Relto, rapidamente me aproximei e cliquei sobre ela, seu desenho peculiar brilhou e vi a imagem do meu Livro do Relto piscar. Pássaros... Pássaro do Deserto. Certamente eles iriam ficar voando sobre o Relto.

Fui em direção a ravina, desci novamente aquela escada de corda, passei pela ponte que ia dar na caverna Biblioteca e a mesma caiu, fui até o fundo da ravina, subi pelos restos da ponte de madeira, cheguei na pequena caverna quarto e cliquei o Terceiro Tecido de Jornada, o óculos de exploração não estava na caverna do lado, apenas o bilhete de Atrus para Yeesha.

Nossa Querida Yeesha. Na última noite sua mãe teve um sonho... Nós sabemos que algumas profecias sobre o futuro ainda não foram feitas por escritores ou pelo criador, mas o sonho dizia que os D'ni floresceriam novamente algum dia. Novos exploradores iriam surgir no deserto, sentindo o chamado de algo que eles não compreenderão. Mas o sonho também disse que um pássaro do deserto surgiria com tremenda força para revelar este novo futuro D'ni. Nos sentiremos esta força e ela mudará as pessoas. Yeesha nosso pássaro do deserto, sua procura a levará adiante e mais longe de nós. Eu espero que o que você encontre a traga mais perto... Seu pai, Atrus.

Trechos nas bordas, possivelmente inseridos por Yeesha: Eu usarei eles para me trazer ao destino... Impossível... Agora seu fardo - seu estigma ou maldição - é o meu... O que eu encontrar deve ser restaurado...

Fui em direção a Biblioteca do outro lado, atravessei pelas tábuas e subi pela ponte, que tinha virado uma escada. Tudo parecia igual. Vi os símbolos na parede perto da porta e corri para o dispositivo do outro lado, colocando os símbolos no dispositivo de pedra, fui até a Cozinha e destravei o moinho apenas empurando a alavanca de madeira, pronto. Segui para a superfície.

Contornei a ravina e fui direto para o moinho, liberei as pás e ele começou a girar. Segui para o trailer e aproveitei para apertar o Quarto Tecido de Jornada. Dei a volta no veículo e Zandi estava lá, dando as mesmas dicas. Cara legal, me ajudou muito quando estive pela primeira vez no deserto.

Próximo ao trailer havia algo diferente, pedras para fogueira e uma cadeira, aproximei-me do local e vi outra Página do Relto, uma espécie de calendário solar, ou lunar... Cliquei sobre a página e o desenho brilhou, mais uma aquisição para o Relto.

Voltei para a ravina, entrei na biblioteca, cliquei no botão azul no centro do dispositivo de pedra, pois já tinha colocado os símbolos na ordem certa e liberei a mensagem de Yeesha. Ela falou as mesmas coisas, desenhou, olhou para fora em direção a ravina, e finalmente deixou o Quinto Tecido de Jornada. Cliquei sobre ele e segui para a porta da Biblioteca a fechando. Depois corri para a Cozinha e abri a porta. Sai e rumei para a segunda ponte, indo para a caverna de Mantimentos. Lá aproximei-me do pedal de madeira e pisei nele. O baldinho de madeira desceu na direção do pequeno lago.

Mensagem de Yeesha...

Shorah. Rekooahn tre Cleft preniv legloen b'rem. Ah sim, não em D'ni, eles não me entenderão.

Mais uma vez a correnteza na ravina começa a fluir. Ela ficou seca por tanto tempo. A água está fluindo do deserto. A tempestade está chegando.

Você já ouviu falar na Cidade, na Cidade nas profundezas, a antiga URU, onde existe um poder, o poder de escrever mundos? Por milhares de anos a cidade viveu escondida da superfície, mantendo este segredo, mantendo o poder, guardando as Eras. Sempre aguardando. A Cidade cresceu em seu orgulho próprio. E então morreu.

A água corre por onde ela deseja. E encontra o seu próprio caminho, incontrolável, exceto a água que cai, sempre caindo em direção ao chão.

D'ni a Cidade das Eras, de outros mundos, morreu. Mas agora, ela respira novamente. Ela aguarda...

Alguns irão procurar o seu destino. Mas você deverá procurar a jornada. Como estas raras tapeçarias, complexas além da compreensão, mas agora reais.

Nós mostraremos a você os pedaços, pedaços da tapeçaria, pedaços da Jornada. Encontre os pedaços, são Sete Jornadas. Sete em cada Era. Sete aqui no deserto. Considere isto um convite, não... uma convocação. Uma missão. A água irá fluir até o chão. E o poço irá coletá-la finalmente, mais uma vez, isso irá alimentar as raízes. E a Árvore começará a crescer novamente.

Eu sou Yeesha. Meus pais trouxeram-me a este lugar. Nós iremos trazer você também...

Desci para o lago e cliquei no Sexto Tecido de Jornada. Pronto agora só faltava um. Segui até o fundo da ravina em direção a pequena caverna do Tecido de Jornada, subi pelas tábuas, atravessei o vão da ravina e segui para a porta fechada da Biblioteca. Pronto, cliquei sobre o Sétimo Tecido de Jornada, agora bastava ir para a porta na Àrvore.

Agora eu estava curiosa para ver o que me aguardava dentro da Árvore, pois o Livro do Relto já estava em minha posse. Cliquei sobre a mão entalhada na porta da Àrvore, a porta abriu, desci a escada de cordas para o interior do buraco, segui pela trilha e vi novamente os desenhos brilhantes nas paredes da caverna escondida. Rumei para o centro e no pedestal vi outra Página do Relto. Eram os Pilares de Jornada... Cliquei sobre ele e o desenho brilhou, então fui automaticamente para o Relto.

Ao sair da cabana, vi coisas novas, os quatro Pilares de Jornada, uma ponte super legal que dava acesso ao calendário e aves do deserto plainando no horizonte, lindo, lindo mesmo.

Texto por: Lorna Dannan.


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